1º LUGAR DO GÊNERO MEMÓRIAS LITERÁRIAS
Roça
Andávamos naquele sol de
ferver até a alma com uma lata d'água na cabeça, descalços com as
unhas dos pés e das mãos sujas de areia da roça. Eu só queria
aquele único momento do fim da tarde em que eu e outras crianças
brincávamos no chafariz.
Minha casinha, era uma
casinha mesmo, bem pequena com dois cômodos no pequeno interior de
Sanharó. Cedinho eu e meus irmãos acordávamos com meu pai a gritar
“Levantem, meninos; isso é hora de trabalhadores tá dormindo?!”.
Essas palavras me fazem acordar até hoje. As casas no interior eram
lindas, cores alegres de moradores humildes, eu até pensava que
estava no céu, as ruas eram de barro, o mesmo não nos impedia de
brincar.
Na Praça da Matriz várias
árvores enormes, eu acho que eram as maiores do mundo. A Igreja
Matriz me deixava boquiaberto, nas cores branca e bege. Nos dias de
missa, era lindo as pessoas louvando, eu não entendia, mesmo assim,
chorava. Eu sou o mais velho dos irmãos e da turma, então, eu
ficava responsável por tudo, brincadeiras, mandados, etc.
À noite, íamos bater nas
portas das casas e corríamos, no dia seguinte levávamos um baita
sermão do pai que nos deixava de castigo. Nos dias de hoje, a noite
é perigosa, não dá mais para bater nas portas e correr... Também,
não tenho mais meu pai para me dar um “baita sermão”.
Mariana da Silva 7ª série C do Ensino Fundamental
Escola Municipal Natividade Saldanha
1º LUGAR DO GÊNERO CRÔNICA
A Praça da Várzea
A nossa comunidade sem a praça fica triste, sem vida, sem cor.
Passando pela praça observei um pequeno garotinho que estava a
brincar com sua bola velha, rasgada e murcha.
No outro canto, havia um idoso sentado no banco velho da praça,
dava para escutar o barulho do banco rangendo.
Na quadra, vi meninos jogando bola. Quando do meu lado sentou uma
menina que falou: - Mas que jogo bobo! Onze meninos correndo atrás
de uma só bola!; eu suspirei pensando no que eu ia falar,
responder...
- O jogo é muito bom, você não gosta?
- Eu não! Porque não sei jogar; respondeu ela.
Dei muitas risadas e me despedi: - Tchau!
Quando chega a noite, até parece que é festa, vem gente de todos
os lugares. Entre eles, chegam os velhinhos do dominó, quando
começam a jogar se esquecem do mundo. O mundo para para eles. Sábado
à noite é o dia mais triste para os velhinhos. O maracatu toma seus
lugares como os prédios tomam os lugares das árvores.
Vejo crianças a sorrir com os seus pais, sem saber que a vida é
uma coisa que passa muito depressa como as águas que correm nos
rios.
Michael Douglas da Silva Ferreira 1º ano B do Ensino Médio
Escola Senador Novaes Filho
1º LUGAR DO GÊNERO ARTIGO DE OPINIÃO
Brasil, eis a realidade que vivo
Quando olho para o mundo com tanta fome e destruição, vejo
crianças caindo nas armadilhas e fumando a ilusão. Vejo também, a
população morrer de fome, a educação perder seu valor, a política
roubando o pouco que temos e a vida perdendo seu sentido.
Como mudar esse país? O país em si não precisa mudar, o que
realmente precisa mudar é a humanidade que, aos poucos, está
perdendo sua dignidade de maneiras degradantes.
Mas nem tudo está perdido. Vamos lutar pela paz e salvar a nossa
terra, não vamos deixar que as drogas tomem conta dos nossos filhos,
ou que a corrupção acabe com a beleza de nosso país.
Uma nação que tem as belezas naturais mundialmente reconhecidas e
cidades que exalam culturas. País esse em que a geração futura
possa desfrutar dessas belezas.






