segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Grandes Vencedores Olimpíada de Língua Portuguesa 2014





1º LUGAR DO GÊNERO MEMÓRIAS LITERÁRIAS


Roça


Andávamos naquele sol de ferver até a alma com uma lata d'água na cabeça, descalços com as unhas dos pés e das mãos sujas de areia da roça. Eu só queria aquele único momento do fim da tarde em que eu e outras crianças brincávamos no chafariz.
Minha casinha, era uma casinha mesmo, bem pequena com dois cômodos no pequeno interior de Sanharó. Cedinho eu e meus irmãos acordávamos com meu pai a gritar “Levantem, meninos; isso é hora de trabalhadores tá dormindo?!”. Essas palavras me fazem acordar até hoje. As casas no interior eram lindas, cores alegres de moradores humildes, eu até pensava que estava no céu, as ruas eram de barro, o mesmo não nos impedia de brincar.
Na Praça da Matriz várias árvores enormes, eu acho que eram as maiores do mundo. A Igreja Matriz me deixava boquiaberto, nas cores branca e bege. Nos dias de missa, era lindo as pessoas louvando, eu não entendia, mesmo assim, chorava. Eu sou o mais velho dos irmãos e da turma, então, eu ficava responsável por tudo, brincadeiras, mandados, etc.
À noite, íamos bater nas portas das casas e corríamos, no dia seguinte levávamos um baita sermão do pai que nos deixava de castigo. Nos dias de hoje, a noite é perigosa, não dá mais para bater nas portas e correr... Também, não tenho mais meu pai para me dar um “baita sermão”.



Mariana da Silva 7ª série C do Ensino Fundamental

Escola Municipal Natividade Saldanha






1º LUGAR DO GÊNERO CRÔNICA


A Praça da Várzea


A nossa comunidade sem a praça fica triste, sem vida, sem cor.
Passando pela praça observei um pequeno garotinho que estava a brincar com sua bola velha, rasgada e murcha.
No outro canto, havia um idoso sentado no banco velho da praça, dava para escutar o barulho do banco rangendo.
Na quadra, vi meninos jogando bola. Quando do meu lado sentou uma menina que falou: - Mas que jogo bobo! Onze meninos correndo atrás de uma só bola!; eu suspirei pensando no que eu ia falar, responder...
- O jogo é muito bom, você não gosta?
- Eu não! Porque não sei jogar; respondeu ela.
Dei muitas risadas e me despedi: - Tchau!
Quando chega a noite, até parece que é festa, vem gente de todos os lugares. Entre eles, chegam os velhinhos do dominó, quando começam a jogar se esquecem do mundo. O mundo para para eles. Sábado à noite é o dia mais triste para os velhinhos. O maracatu toma seus lugares como os prédios tomam os lugares das árvores.
Vejo crianças a sorrir com os seus pais, sem saber que a vida é uma coisa que passa muito depressa como as águas que correm nos rios.

Michael Douglas da Silva Ferreira 1º ano B do Ensino Médio

Escola Senador Novaes Filho






1º LUGAR DO GÊNERO ARTIGO DE OPINIÃO


Brasil, eis a realidade que vivo


Quando olho para o mundo com tanta fome e destruição, vejo crianças caindo nas armadilhas e fumando a ilusão. Vejo também, a população morrer de fome, a educação perder seu valor, a política roubando o pouco que temos e a vida perdendo seu sentido.
Como mudar esse país? O país em si não precisa mudar, o que realmente precisa mudar é a humanidade que, aos poucos, está perdendo sua dignidade de maneiras degradantes.
Mas nem tudo está perdido. Vamos lutar pela paz e salvar a nossa terra, não vamos deixar que as drogas tomem conta dos nossos filhos, ou que a corrupção acabe com a beleza de nosso país.
Uma nação que tem as belezas naturais mundialmente reconhecidas e cidades que exalam culturas. País esse em que a geração futura possa desfrutar dessas belezas.

Abigail Leandra Petty da Silva 2º ano A do Ensino Médio
Escola Senador Novaes Filho







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