segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Vencedores 2014 Memórias Literárias Escola Municipal Natividade Saldanha


2º LUGAR DO GÊNERO MEMÓRIAS LITERÁRIAS


O Poço de seu João


É... sentado na varanda com José Lucas, mais conhecido como Zé Luca, numa tarde de inverno, ele começa a me contar as suas aventuras de criança.
“Quando eu era um moleque, me ajuntava com os amigos do meu bairro pra brincar. Tinha um poço no quintal de seu João, era pra lavar roupa e dar água pra cavalo beber. À tarde quando seu João ia trabalhar na granja, eu e meus amigos pulávamos o muro do quintal, o muro era baixo, mas ele tinha um cachorro muito bravo e uma vizinha muito chata e fofoqueira.”
- É... diz Zé Luca, com tom irônico – o mundo evoluiu, mas as fofoqueiras continuam.
“Pulamos o muro quando conseguimos entrar, apareceu ele... o cachorro tão temido por nós. Quando vimos, nós paramos, ficou olhando com um olhar assustador, quando ele correu pra nos atacar, pra nossa sorte ele tava preso na coleira.”
“Depois nós fomos brincar no poço e quando tava escurecendo que a gente ia pra casa seu João chega, eu ainda tava dentro do poço, meu amigos correram fecharam a tampa do poço e fugiram, como não estava cheio eu estava conseguindo respirar e meus amigos encima da árvore só esperando seu João chegar, fez carinho no cachorro pega um balde e abre a tampa mergulho, ele pega água pro cavalo, saí do poço ofegante, o cavalo se assusta e relincha, a vizinha fofoqueira chama seu João.”
“A gente volta pra casa correndo e de longe dá pra ouvir seu João gritando:
- Seus moleques! Ai, se eu pego!”

Ana Júlia dos Santos Ramos 7ª série C do Ensino Fundamental



3º LUGAR DO GÊNERO MEMÓRIAS LITERÁRIAS


Meu bairro querido: bons tempos aqueles


Hoje essas palavras expressam o lugar onde vivo... Rua da Piedade, Cajueiro Seco Jaboatão dos Guararapes, eu pedi para minha avó. Afinal, ela é a mais sábia da minha família viveu lá naqueles tempos de barões como diz ela “tempos maravilhosos” enquanto ele contava as imagens iam sendo criadas, montadas na minha cabeça como um filme... depois de algumas perguntas à ela apenas ouvi a história.
“Onde nós moramos hoje não é igual a antes, não é a toa que é chamado de Terreno dos Padres, eu era uma menina, eu acho... não me lembro bem... minha mãe, mulher de respeito, me ensinou coisas boas, coisas que eu posso usar hoje... eu tinha irmãos... brincávamos muito nos terrenos, não era calçado, eu e minha irmã brincávamos de boneca de pano e meu irmão de cavalinho de pau, nossa mãe nos chamava para comer, normalmente era sopa de legumes tinha um cheiro realmente bom. Tinha uma porção de árvores pequeninas... Perto de nossa casa tinha um pé de piripiri. Tempos bons aqueles...”
Depois dela ter me contado isso, apenas pensei um pouco. Gostaria de estar naquele tempo... Gosto de árvores e não temos muitas hoje... ou melhor, nem temos árvores a não ser na praça. Realmente, bons tempos aqueles.
Texto escrito com base na no depoimento de Sônia Queiroz, 60 anos.


Suellyn do Nascimento Gomes 7ª série C do Ensino Fundamental


4º LUGAR DO GÊNERO MEMÓRIAS LITERÁRIAS



Minha querida rua



Antes de ter essas casas todinhas, só havia mato, barro e rio. Era bom porque eu ficava brincando com os meus irmãos.
E os tempos foram se passando, ela foi ficando movimentada, ela era a principal porque foi a primeira rua do bairro, eu e os meus vizinhos brincávamos o dia inteirona rua que era e é bom até hoje. Depois chegou os tempos dos ônibus, eles passavam lá na frente de casa e hoje não passam, só passam na outra rua agora.
Eu brincava de toadas as brincadeira que existia, mas só uma que eu gostava de brincar era que eu inventei o “tubarão no rio”, o rio era muito limpo, mas chegaram outras pessoas e com elas a poluição. O rio que hoje é o canal era muito bom.
Eu fui crescendo e a rua também e hoje ela é muito povoada e o bom é que eu sempre gostei e vou gostar dessa rua. Porque nela já chorei, já me alegrei, já ganhei, já perdi; mas eu sempre tentei evoluir. Eu e a rua é o amor inseparável.


Ruan Felipe C. de Araújo 7ª série C



5º LUGAR DO GÊNERO MEMÓRIAS LITERÁRIAS


A vida em Paulista


Em uma festa especial em Paulista lá estava ela, Maria! Morava com sua avó, a ajudava a vender frutas no mercado e que às vezes dormia num carro de mão.
Estava com uma saia branca e uma blusa azul comemorando o ano novo... Ela me disse que ouvia funk, mas que esses funks não eram iguais aos de hoje em dia, eles eram legais, muito animados e engraçados. Ela dançava muito, e que ainda em pleno ano novo foi pedida em namoro. Dia 1 de janeiro de 1995, numa tarde de sábado tinha um bêbado que bebeu água de fossa. É isso mesmo! Eca! Como alguém tem coragem de fazer isso?! Maria continuou me contando como foi aquele dia... Chegou tarde em casa, brigou com sua avó. Disse que foi porque pegava frutas na casa da vizinha escondido e que levava muita reclamação por isso?! Daí perguntei a ela:
- Oh, Maria por que não morava com sua mãe? Ela não me respondeu. Disse que tomava como exemplo suas primas que cuidavam sempre umas das outras, mesmo sem condições morava numa casa de tábuas, mas num instante mudou de assunto...
Disse que em 1998 teve seu primeiro filho o Allef nascido em 12 de junho, no dia dos namorados com 7 meses porém sem nenhum problema de saúde. Ela precisou ir embora porque de ir, me contou que hoje é diferente, ela aceitou a Jesus, teve uma filha e que é muito feliz por isso... Me contou que mesmo morando em Piedade às vezes vai em Paulista. Enfrenta 2 ônibus e quase duas horas valendo a pena.

Brenda Adriely dos Santos 7ª série C do Ensino Fundamental








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